ProduçãoAbril · 20265 min de leitura

Conheça as costureiras que assinam cada camisa TRIA. Conversamos sobre tempo, técnica e o que muda quando a escala é pequena.

O nosso ateliê fica em Birigui, no noroeste paulista. Não é uma fábrica. São salas grandes, claras, com seis máquinas, três mesas de corte e o cheiro denso e quente do tecido recém-cortado. O dia começa às sete da manhã com café, passado, não cápsula, e termina às cinco, antes do sol pesar.

Quem costura

São quatro costureiras experientes, com média de vinte anos de profissão. Cada peça TRIA passa por mãos que conhecem o que estão fazendo. A gente sabe os nomes. Dona Cida, Tia Rita, Ana, Lurdes. Quando há dúvida sobre uma peça, é com elas que conversamos. Elas falam de modelagem com a autoridade de quem cortou camisa antes da TRIA existir.

Camisa boa não é só o tecido. É a paciência de quem fecha o punho.

, Dona Cida, costureira-chefe

Por que pequena escala

Trabalhar com tiragens pequenas, entre dez e quarenta peças por modelo, por drop, significa que cada camisa pode ser inspecionada antes de sair do ateliê. Não há esteira, não há pressa de fim de turno. Significa também que erros não viram lote inteiro de devolução: viram conversa e ajuste no próximo lote.

É mais caro fazer assim. A gente reconhece. Mas é o jeito que casa com o que a gente acredita: respeito a quem cria, a quem faz e a quem veste. Os três precisam estar no mesmo lugar pra peça fazer sentido.

Tempo de uma camisa

  • Modelagem aprovada e ajustes finais, 1 semana.
  • Corte do lote, 1 dia inteiro de trabalho concentrado.
  • Costura, prova interna, acabamento, 4 a 6 dias por lote.
  • Inspeção peça por peça e embalagem, 1 dia.

No total, da ideia ao pronto-pra-vender, leva entre três e quatro semanas por modelo novo. Não dá pra fazer mais rápido sem perder o que já garantimos. E não vamos fazer.

Quem comprar uma camisa TRIA está comprando esse tempo. É bom que o cliente saiba.

A camisa que inspira essa conversa está na coleção.